O desastre como paradigma de governo do vivo

sobre os glaciares e o extrativismo neoliberal no Chile e na Argentina

Autores

  • Carlos Alexis Flores Cancino UNQ CEAR

DOI:

https://doi.org/10.48160/22504001er33.748

Palavras-chave:

glaciares, extrativismo neoliberal, glaciares – extrativismo neoliberal – desastre – história ambiental – nat, desastre, história ambiental, natureza, governo do vivo

Resumo

No contexto da crise ecológica e ambiental contemporânea e do crescente estresse hídrico que atravessa grande parte da América Latina, os glaciares adquiriram uma relevância estratégica tanto ecológica quanto política. No Chile e na Argentina, países andinos, essas massas de gelo constituem reservas fundamentais de água doce, reguladores naturais dos ecossistemas e produtoras de bacias hídricas essenciais para a reprodução da vida humana e não humana. Contudo, longe de se consolidarem axiomaticamente como territórios indispensáveis à vida e, portanto, protegidos diante do avanço extrativista, os glaciares e os ambientes periglaciares tornaram-se objeto de disputa entre interesses ambientais, científicos, comunitários e corporativos, particularmente ligados à megamineração e à expansão de atividades extrativistas sobre a cordilheira dos Andes. A aproximação aos casos chileno e argentino nos permite expor tanto os alcances e limites dos marcos regulatórios atuais quanto a forma pela qual o desastre — constitutivo da intensificação do extrativismo neoliberal — opera como paradigma de governo sobre o vivo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Publicado

2026-06-23

Como Citar

Flores Cancino, C. A. (2026). O desastre como paradigma de governo do vivo: sobre os glaciares e o extrativismo neoliberal no Chile e na Argentina. Estudios Rurales, 16(33). https://doi.org/10.48160/22504001er33.748

Edição

Seção

Debates Agrarios Contemporáneos

Artigos Semelhantes

1 2 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.