Produção acadêmica sobre secas na Argentina. Diversidade temática, disciplinar e de circulação do conhecimento, 2020-2025
DOI:
https://doi.org/10.48160/22504001er33.723Palavras-chave:
seca, circulação do conhecimento, Argentina, bibliometria, CONICETResumo
Este artigo tem como objetivo esclarecer as principais tendências da pesquisa científica sobre secas, com foco na Argentina como estudo de caso. Busca identificar tendências-chave nessas publicações relacionadas à colaboração interdisciplinar, circulação do conhecimento, estratégias metodológicas e conceitos de seca. Para isso, é analisada uma coleção de 319 artigos científicos, todos voltados para a seca como fator crucial na pesquisa empírica sobre a Argentina e publicados entre 2020 e 2025. A abordagem metodológica combina análise bibliométrica, análise lexical e classificação conceitual das publicações, utilizando tanto ferramentas automatizadas quanto leitura do texto completo. As fontes de dados incluem o repositório institucional do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (CONICET) e a base de dados bibliométrica OpenAlex. Os resultados revelam que o fenômeno da seca é um tema relevante na pesquisa científica recente na Argentina e é estudado a partir de múltiplas perspectivas disciplinares, frequentemente com colaboração interdisciplinar significativa. A maioria das publicações está nas áreas de agronomia e biotecnologia, que tendem a envolver maior colaboração e produtividade, com foco tanto na inovação agrícola quanto na conservação da biodiversidade. Estudos sobre secas hidrológicas e meteorológicas formam a segunda área temática mais comum. Por fim, há menos publicações que abordam os aspectos sociais da seca, embora estes também demonstrem abertura à cooperação interdisciplinar.