Precarização, trabalho temporário e assimetrias geracionais no Cone Sul: Os casos do Chile e do Uruguai (2010–2018).
DOI:
https://doi.org/10.48160/22504001er33.680Palavras-chave:
Assalariados rurais – Tempo de trabalho – Precarização no campo – Mercado de trabalho agrícola – Juventude rural.Resumo
Este estudo propõe analisar a situação sociolaboral dos trabalhadores assalariados agropecuários, considerando as dimensões de precariedade laboral, diferenças geracionais e formação no meio rural uruguaio e chileno – eixos que permitem construir indicadores sobre as condições de trabalho no contexto da intensificação da produção alimentar. A questão central de pesquisa investiga: que transformações ocorreram na situação sociolaboral desses trabalhadores nas zonas rurais do Uruguai e Chile entre 2010 e 2018, analisando comparativamente sua evolução em termos de jornada de trabalho, precariedade laboral e disparidades geracionais? A metodologia quantitativa utiliza dados das Pesquisas Contínuas de Domicílios (2012-2018) do Instituto Nacional de Estatística do Uruguai e da Pesquisa Nacional de Emprego (2010 e 2018) do Instituto Nacional de Estatística do Chile, com análise exploratória e confirmatória. Como principal resultado, observa-se que a precisão nos tempos produtivos incorporou estratégias de força de trabalho de precisão, levando especialmente as grandes empresas agropecuárias de ambos os países a demandarem crescentemente mão de obra jovem em regime de jornal – fenômeno comum aos dois contextos nacionais.